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Corriqueiro

Acho que isso é mais um desabafo do que um próprio blog. A vida é louca, já dizia racionais! E como é! A gente ta sempre correndo, sempre procurando o caminho mais rápido. Estamos cheios de prazos a cumprir e para cumpri-los nos desdobramos, optando por tudo que mais rápido e paliativo. Comemos rápido, mastigamos pouco, o fast-food já não mais uma palavra americana. Somo convencidos de que a vida é trabalhar para ter e ter para ser. Que ser somos nessa lógica? Somos o ser que idealizamos no passado? Ou somos apenas um ser que por via das dúvidas faz  máximo para ter aquilo que sempre quis ter, mesmo que esse querer tenha surgido ontem? É assim, pensamos em ter algo 30 minutos atras e pronto, já caímos na ansiedade realizar rapidamente o pensamento. Queremos ser rápidos, até nos nossos relacionamentos duram pouco e são sustentados por um jogo de quem é melhor do que o outro e de quem sofre menos. É, sempre estamos nos esquivando dos problemas, dos pequenos relas que a vida nos dá. Evitamos fazer o que gostamos para que assim, busquemos algo que nos dê uma segurança financeira mais rápida e sólida. Pois é, mais uma vez o ter na frente do ser. Optamos também pelo serviço de Stream, como Netflix (eu gosto demais), evitando muitas vezes uma socialização com seus amigos e familiares em um cinema; no final, parece que estamos evitando o contato com tudo aquilo que não nos seja útil, ora, a utilidade nos traz um bem, sendo assim, nos acrescento no ideário do ter. Todavia, toda essa rapidez nos rouba energia, que por sua vez carecia de uma noite de sono plena, natural. Mas como controlar todo esse fluxo, esse pensamento acelerado? Entramos uma ala preocupante, nosso sono também vem sendo industrializado. O sono vem geralmente na caixa de um Rivotril, ou de um Clonazepam, ou quem sabe o Alprazolam. Esses são usados como um chá, mas que acostuma o organismo e debilita que o usufrui. No fim, nos fodemos completamente  buscando muitos vezes aquilo que não nos preenche de verdade. Vivemos no momento, no hoje, liquidamente! Obedecendo aquilo que nos é imposto como natural. Afinal, temos que ter, pois se não temos, o que vamos oferecer? E o que seremos?

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